O que é a ejaculação precoce?
Em suma: atingir o orgasmo mais cedo do que desejaria durante as relações sexuais. Isto pode variar de pessoa para pessoa, e na realidade cabe-lhe a si e ao seu parceiro ou parceira decidirem o que vos satisfaz. Mas a ideia geral é que a ejaculação precoce pode ser definida por uma curta latência (tempo entre o início e o fim das relações sexuais), em que se debate para a controlar e que gera angústia. [1]
Existem dois tipos:
- Ejaculação precoce primária (vitalícia): onde sempre teve este problema, e
- Ejaculação precoce secundária (adquirida): onde o problema se desenvolveu recentemente.
Não existe nenhuma latência “normal” geralmente aceite (tempo normal que se leva a ejacular), mas uma estimativa sugere cerca de 7 minutos para homens sem ejaculação precoce, e pouco menos de 2 minutos para homens que sofrem deste problema.[1]
Mas, como dissemos anteriormente, esta é mais uma questão de sentir que a ejaculação precoce está a causar problemas e está a atrapalhar a sua vida sexual e a do seu parceiro ou parceira.
Quão comum é a ejaculação precoce?
Muito comum. É bastante difícil obter dados precisos sobre o quão comum é, pois a definição pode muitas vezes ser vaga ou subjetiva, e imensos homens “sofrem em silêncio” – por isso as estimativas podem variar entre 4%-66% dos homens em todo o mundo – apesar de a maior parte dos estudos indicarem que o número esteja entre os 25%-40%.[1]
Seja qual for o número exato, a maioria dos homens terá pelo menos uma ejaculação precoce em algum momento das suas vidas. Na maior parte das vezes, não é motivo para preocupação, e frequentemente só acontece uma ou duas vezes.
Só se torna um problema se acontecer com frequência suficiente para lhe causar angústia, perturbar a sua relação, ou se tiver vindo a acontecer de forma consistente desde que se tornou sexualmente ativo.
Como se impedem as ejaculações precoces?
Antes de procurar ajuda médica, há coisas que pode tentar. Alguns homens consideram útil masturbar-se cerca de uma a duas horas antes das relações sexuais, ou usar preservativos (ou preservativos mais grossos, se já os usa) para diminuir a sensibilidade. Também pode fazer pausas, mudar de posição ou tentar pensar em alguma coisa um pouco menos excitante.
E, se estiver numa relação, há coisas que pode fazer com o seu parceiro ou parceira para ajudar a prolongar o seu tempo até ao orgasmo. As duas principais recomendações são a técnica “squeeze”, e a técnica “stop and start”. Ambas envolvem parar as relações sexuais quando se está perto do clímax, e recomeçar quando se sente confortável. Mas estas requerem muita prática, e podem nem sempre funcionar.
Se não funcionarem, há tratamentos que podem ser tomados e que demonstraram ajudar a atrasar as ejaculações.
Como funcionam os tratamentos para a ejaculação precoce?
Um dos tratamentos mais comuns para a ejaculação precoce são medicamentos chamados ISRSs (inibidores seletivos da recaptação da serotonina). Estes foram originalmente concebidos como antidepressivos, mas um efeito secundário não intencional dos mesmos foi o de atrasarem a ejaculação.
Isto acontece porque a serotonina gere o transporte dos sinais de prazer pelo corpo, e os ISRSs aumentam a atividade da serotonina dentro de um certo ponto do sistema nervoso, o que leva a que o utilizador tenha um maior controlo sobre os seus orgasmos durante as relações sexuais. [2]
Devido a isto, os ISRSs começaram a ser recomendados a pessoas que sofriam de ejaculações precoces, mas têm de ser tomados diariamente e muitas vezes há um atraso de 1 a 2 semanas antes de se sentirem os efeitos. Mais recentemente, um ISRS “quando é preciso” foi licenciado com a única intenção de ajudar as pessoas com ejaculação precoce: Dapoxetina (ou Priligy). Este é o único medicamento comercializado para ajudar a prevenir ejaculações precoces.
O EMLA é outro tratamento possível. Trata-se de um creme anestésico tópico que reduz a sensação quando aplicado no pénis. No entanto, poderá ter de usar um preservativo ao usar EMLA, uma vez que o creme pode ser transferido para o seu parceiro ou parceira aquando da prática de relações sexuais ou preliminares, o que lhe pode causar dormência e uma perda de sensibilidade.