O que é a sinusite?
Os seios perinasais são pequenas cavidades cheias de ar no interior do crânio, localizadas na testa, atrás do nariz e nos ossos malares. Estão interligados com o interior da cavidade nasal. O revestimento interno destes seios produz muco, que escoa através do nariz e da garganta.
Quando ocorre sinusite, estas cavidades inflamam e incham, dificultando a drenagem do muco. Como resultado, podem ficar obstruídas e acumular secreções, o que provoca congestão nasal e dor facial.
Sem tratamento, a sinusite tende a resolver-se espontaneamente no espaço de 2 a 3 semanas.[1]
Quem pode ter sinusite?
A sinusite pode afetar qualquer pessoa. Contudo, é menos frequente em crianças mais novas, uma vez que os seios perinasais geralmente não estão totalmente desenvolvidos até ao início da adolescência.
A maioria das infeções dos seios perinasais é de origem viral, e apenas uma pequena parte evolui para uma infeção bacteriana secundária.[2] A sinusite viral surge, habitualmente, associada a uma constipação ou a um episódio de gripe. Já a sinusite bacteriana resulta de uma infeção secundária, desencadeada quando as bactérias ficam retidas nos seios perinasais após a infeção inicial.
Ter condições como asma, rinite alérgica (perene ou sazonal), pólipos nasais (formações benignas, moles e indolores no interior do nariz) ou alterações estruturais da cavidade nasal pode aumentar a predisposição para sinusite.
O tabagismo também exerce um efeito negativo sobre os seios perinasais. As substâncias químicas presentes no fumo do cigarro podem irritá-los, provocando inflamação e, subsequentemente, infeção.
A sinusite é comum?
A maioria das pessoas, em algum momento da vida, terá um episódio de sinusite, sobretudo durante a época da gripe, seja numa forma de curta duração (aguda) ou mais prolongada (crónica). A sinusite crónica (definida como duração superior a 3 meses) é uma condição relativamente comum em Portugal.
Como obtemos informação.
Quando lhe apresentamos estatísticas, dados, opiniões ou um consenso, iremos dizer-lhe de onde vieram. E só apresentaremos dados como clinicamente viáveis se estes forem provenientes de uma fonte respeitável, tal como um órgão de saúde financiado por um Estado ou Governo, uma revista médica analisada por pares ou um órgão de análise ou dados reconhecido. Para mais informação, leia a nossa política editorial