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O melhor método contracetivo para mulheres com mais de 30 anos: como escolher a opção certa

O melhor método contracetivo para mulheres com mais de 30 anos: como escolher a opção certa

Todos os anos, cerca de 900 milhões de mulheres usam métodos contracetivos. Os mais comuns são a esterilização e o preservativo. A maioria dos métodos contracetivos é considerada segura para mulheres em idade fértil, no entanto, consoante o histórico clínico de cada mulher, determinados métodos podem apresentar riscos. Por exemplo, se tem mais de 30 anos e sofre de hipertensão, o médico pode aconselhar que evite contracetivos com estrogénios.

Daniel Atkinson
Revisto clinicamente por
Daniel Atkinson, Líder Médico de Clínica Geral
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Dr. Daniel Atkinson
Líder Médico de Clínica Geral
a Jun 18, 2025.
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Daniel

Última atualização a Oct 03, 2025.

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Porque é que a idade é relevante na escolha do método contracetivo?

De modo geral, a idade, por si só, não é um fator determinante, o mais importante é escolher um método que se adeque ao seu estilo de vida. Se tem dificuldade em lembrar-se de tomar a pílula todos os dias ou de substituir o adesivo semanalmente, poderá ponderar alternativas como a injeção contracetiva, cuja duração se estende por 12 semanas, o implante subcutâneo, com eficácia durante 3 anos, ou o dispositivo intrauterino (DIU), que protege entre 5 a 10 anos. Muitas mulheres conseguem, assim, escolher com confiança entre uma vasta gama de métodos contracetivos. Contudo, para aquelas com certas patologias subjacentes, o balanço entre riscos e benefícios poderá inclinar-se para a necessidade de evitar determinados métodos. Nestes casos, o aconselhamento médico é fundamental para uma escolha segura e adequada.

As mulheres com mais de 30 anos tendem a ter objetivos de planeamento familiar mais definidos. Consoante os seus projetos pessoais, pode ser recomendada a utilização de métodos contracetivos reversíveis de longa duração (LARC). Para as que se aproximam da perimenopausa (período de transição entre a idade fértil e a menopausa), poderá ser vantajoso optar por métodos que contribuam para uma transição mais suave para a menopausa, garantindo simultaneamente proteção contracetiva eficaz

Mulheres entre os 30 e os 34 anos

A maioria das mulheres com idades compreendidas entre os 30 e os 34 anos poderá utilizar a maioria dos contracetivos. Contudo, a existência de determinadas condições médicas poderá justificar que o seu médico desaconselhe algumas opções. Por exemplo, nos casos em que exista um histórico familiar de cancro da mama, é aconselhável evitar métodos contracetivos hormonais.

Para este grupo etário, os contracetivos hormonais, nomeadamente, a pílula combinada e a pílula exclusivamente de progestagénios (vulgarmente designada por mini-pílula) continuam a figurar entre as alternativas de eleição. São altamente eficazes, podendo alcançar até 99% na prevenção da gravidez, desde que corretamente utilizados, além de apresentarem conveniência no uso diário. Do mesmo modo, os métodos de longa duração (LARC), como os dispositivos intrauterinos (DIU) e os implantes subcutâneos, surgem como excelentes opções, não só pela sua eficácia sustentada a longo prazo, mas também pela conveniência acrescida de não exigirem uma gestão diária.

Cada método tem os seus prós e contras, por isso a escolha deve respeitar as necessidades e preferências individuais de cada mulher. Por exemplo, se preferir ter uma menstruação regular todos os meses, as pílulas combinadas podem ser a melhor opção para si. Para uma análise mais aprofundada das vantagens específicas de cada método contracetivo, recomenda-se a consulta do guia comparativo disponível, onde são descritos de forma detalhada todos os métodos de contracepção.

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Mulheres com mais de 35 anos

Com base apenas na idade, todos os métodos contracetivos são, em princípio, seguros para mulheres com mais de 35 anos, salvo na presença de condições clínicas específicas ou em caso de tabagismo.

Caso apresente fatores de risco para as seguintes patologias, o seu médico irá evitar a prescrição de contracetivos combinados, que contêm estrogénio:

  • Acidente vascular cerebral (AVC),
  • Doença isquémica do coração,
  • Doenças cardiovasculares.

Isto porque pode aumentar o risco de formação de coágulos sanguíneos (trombose). O mesmo se aplica a mulheres que fumem 15 cigarros por dia, que apresentem um índice de massa corporal (IMC) superior a 35 ou que sofram de hipertensão arterial (valor sistólico entre 140 e 159 mmHg ou um valor diastólico entre 90 e 94 mmHg).

Caso tenha algum dos riscos mencionados, as opções contracetivas mais adequadas poderão incluir:

  • Pílulas apenas com progestagénios (mini-pílulas),
  • Implante subcutâneo,
  • Injecção de progestagénios, ou
  • Sistema intrauterino libertador de levonorgestrel (Mirena) ou dispositivo intrauterino de cobre (DIU de cobre).

Todos estes métodos contêm apenas progesterona (exceto o DIU de cobre que não tem hormonas), não estando associados a um aumento do risco de trombose ou formação de coágulos sanguíneos.

Caso subsistam dúvidas quanto à escolha do método contracetivo mais apropriado, o seu médico irá avaliar os riscos e benefícios tendo em conta o seu histórico clínico de modo a recomendar a opção mais adequada às suas necessidades e condições de saúde.

Mulheres com mais de 40 anos

À medida que a idade avança, as opções contracetivas tendem a tornar-se mais restritas, particularmente na presença das condições clínicas mencionadas na secção anterior. No entanto, existem vários factores que devem ser ponderados cuidadosamente antes da selecção do método contracetivo mais adequado.

Caso não pretenda ter filhos ou deseje evitar uma gravidez futura de forma definitiva, a esterilização poderá ser uma opção adequada para si ou para o seu parceiro. A esterilização feminina é um método contracetivo permanente que consiste em fechar as trompas de Falópio de modo a que os espermatozóides não consigam chegar aos óvulos. Embora existam alguns métodos reversíveis, o processo de reversão da esterilização nem sempre é garantido, pelo que é fundamental discutir cuidadosamente esta decisão com o seu médico antes de avançar.

A esterilização é uma das formas de contracepção mais fiáveis, o que significa que a probabilidade de uma gravidez indesejada é muito baixa. Este dado reveste-se de particular importância, uma vez que os riscos associados a uma gravidez inesperada tendem a ser mais elevados em mulheres de idade mais avançada do que nas mais jovens. [Popover id=ref2] De acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS), outros métodos fiáveis incluem o DIU de cobre, o DIU de progestina e os implantes de progestina. Por outro lado, existem outras opções que poderão ser discutidas com o seu médico, embora apresentem uma eficácia ligeiramente inferior. Exemplos típicos são os contracetivos orais e os preservativos, os quais continuam a oferecer uma eficácia superior a 98% quando utilizados de forma perfeita.

Outro fator a considerar na selecção do método contracetivo é a transição para a perimenopausa. Embora a maioria das mulheres inicie esta fase entre os 40 e os 44 anos de idade, é possível que ocorra já no fim dos 30 anos. Assim, a escolha do contracetivo adequado poderá contribuir para uma transição hormonal mais suave. Isto pode incluir contracetivos que contenham estrogénio, como as pílulas combinadas, que podem ajudar a aliviar alguns sintomas característicos, como afrontamentos, suores noturnos e insónias. No entanto, é importante avaliar os prós e contras de cada método contracetivo, uma vez que os contracetivos que contêm estrogénio podem elevar o risco de coágulos sanguíneos e acidentes vasculares cerebrais em algumas pessoas.

Adicionalmente, diversos estudos evidenciam que, com o avançar da idade, as mulheres tendem a preferir métodos contracetivos que proporcionem maior comodidade e facilidade de utilização. . Lembrar-se de tomar a pílula todos os dias pode ser incómodo, ou inserir o diafragma pode ser desconfortável. Por conseguinte, opções como os implantes contracetivos, que requerem substituição apenas a cada três anos, poderão apresentar-se como alternativas mais convenientes.

Administração de Depo-Provera

Depo-Provera é o nome comercial de uma injeção contracetiva contendo apenas progestagénio, especificamente acetato de medroxiprogesterona (AMP). Embora seja um contracetivo eficaz que oferece benefícios como a redução do fluxo menstrual intenso, melhoria dos sintomas da menopausa e a diminuição do risco de cancro do endométrio e do ovário, pode ter alguns riscos.

O AMP deve ser evitado se tiver:

  • Tensão arterial elevada de 160/95 mmHg;
  • Doenças vasculares;
  • Diabetes com hipertensão arterial;
  • Doença cardíaca isquémica ou antecedentes desta;
  • Fatores de risco para doenças cardiovasculares,
  • Idade superior a 50 anos.

Além disso, caso se encontre em fase de perimenopausa, é recomendável discutir com o médico a utilização de acetato de medroxiprogesterona (AMP), uma vez que este contracetivo pode contribuir para a redução dos níveis de estrogénio e da densidade mineral óssea. Durante a menopausa, a diminuição natural do estrogénio torna os ossos mais frágeis e suscetíveis a fraturas, efeito que pode ser agravado com a utilização de AMP. Em estudos realizados, verificou-se que mulheres que recorreram a este método apresentaram uma diminuição rápida da densidade óssea, que se estabilizou com a utilização contínua. No entanto, após a interrupção da administração de AMP, os valores de densidade óssea voltaram aos níveis anteriores ao AMP .

Que método contracetivo utilizar se quiser engravidar em breve?

Se pretende engravidar em breve, é aconselhável evitar os métodos injectáveis, uma vez que estes podem atrasar a fertilidade após a sua interrupção. A fertilidade tende a voltar ao normal após a remoção dos implantes ou dos dispositivos intrauterinos (DIU), embora estas opções não sejam habitualmente recomendadas para utilização de curta duração.

As melhores alternativas nestes casos são as pílulas combinadas, as pílulas só de progestagénio, os métodos naturais e o uso de preservativos. Estes métodos são reversíveis, o que significa que têm menor probabilidade de afetar a fertilidade após a sua suspensão. Este facto foi comprovado num estudo que concluiu que as mulheres que tomaram pílulas contracetivas durante nove anos não apresentaram qualquer impacto na sua fertilidade, nem um risco acrescido de aborto espontâneo.

Mulheres que pretendem um contracetivo não hormonal

Existem três tipos principais de contracetivos não hormonais à escolha:

  1. Métodos de barreira, incluindo preservativos masculinos e femininos. Estes métodos atuam impedindo que os espermatozoides alcancem o óvulo e, quando utilizados correctamente, apresentam uma eficácia de cerca de 98% na prevenção da gravidez.
  2. Dispositivos intrauterinos (DIUs), como o DIU de cobre. Este tipo de DIU impede a gravidez ao criar um ambiente inadequado para a sobrevivência dos espermatozóides.
  3. Métodos naturais, como os métodos baseados na observação da fertilidade. Estes métodos consistem no controlo da ovulação e dos ciclos menstruais para identificar os dias menos férteis. Para tal, é necessário registar diariamente o muco vaginal e a temperatura. Se for feito corretamente, pode ser até 99% eficaz. No entanto, se estiver perto da menopausa, o seu ciclo menstrual e a sua ovulação tornar-se irregulares, dificultando a previsão dos períodos de menor fertilidade.

Os métodos não hormonais apresentam, geralmente, poucos ou nenhuns efeitos secundários. Pode optar por um método não hormonal se tiver risco de AVC, doenças cardiovasculares ou mesmo cancro da mama. Se já teve cancro da mama, o seu médico não recomendará contracetivos hormonais, uma vez que estes podem aumentar o risco de voltar a ter cancro da mama.

Quando posso parar de usar contracetivos?

Quando chegar à menopausa, poderá deixar de usar contracetivos com a garantia de que não engravidará. Esta fase ocorre, habitualmente, por volta dos 51 anos, embora possa variar de mulher para mulher. A menopausa assinala o fim dos anos férteis e é geralmente definida como um período de doze meses consecutivos sem menstruação. .

Em determinados casos, a utilização de contracetivos deve ser interrompida quando os riscos associados superam os benefícios. A decisão de suspender os contracetivos por motivos de saúde é, habitualmente, tomada em conjunto com o seu médico, que avaliará a sua situação com base no seu histórico médico e familiar.

Preciso de contracetivos aos 50 anos?

Como já foi referido, se já atingiu a menopausa, não precisa de tomar contracetivos, pois as hipóteses de engravidar são praticamente nulas. No entanto, se ainda não tiver chegado à menopausa, a possibilidade de engravidar mantém-se, pelo que o uso de contracetivos pode prevenir uma gravidez indesejada. Não existem restrições etárias para a maioria dos métodos contracetivos, embora a pílula combinada não seja recomendada para mulheres com mais de 50 anos.

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