How -Can -I-Reduce -the -Risk -of -Chlamydia

Tal como a maioria das DST, a clamídia é uma condição prevenível. Tomar certas precauções antes e durante o sexo pode diminuir o risco de contrair a infeção e de a transmitir a outros. 

Os métodos de prevenção da clamídia incluem:

  • Utilização de contraceção de barreira (como um preservativo)
  • Ter cuidado na partilha de brinquedos sexuais
  • Evitar ter sexo se não estiver disponível nenhum contracetivo de barreira 

Se suspeitar que sofre ou o seu/sua parceiro(a) de clamídia, deve evitar o contacto sexual e fazer o teste o mais cedo possível.

Contudo, muitas pessoas com clamídia não sabem que têm a infeção, devido a esta ser muitas vezes assintomática. Os testes são a única forma de ter a certeza.

Métodos de prevenção

Para pessoas sexualmente ativas, existem medidas que podem reduzir o risco de contrair a infeção, os quais iremos discutir aqui. 

Alguns incluem meios práticos, enquanto outros envolvem medidas de precaução como não fazer sexo ou garantir que discute o seu historial sexual com a sua parceira antes da relação.

Usar contraceção de barreira

A contraceção de barreira impede a transmissão de fluidos entre parceiros sexuais. Esta impede que o esperma masculino e o fluido vaginal entrem em contacto com o(a) parceiro(a). 

Várias DST, incluindo a clamídia, estão presentes no esperma ou no fluido vaginal, pelo que impedir o contacto com estes fluidos, através da proteção de barreira, ajuda a limitar a disseminação da infeção. 

Exemplos de contraceção de barreira incluem:

  • Preservativos masculinos
  • Preservativos femininos
  • Diques ou lençóis de borracha 

Outras formas, como o diafragma oferecem proteção contra a gravidez, mas não contra as DST.

Preservativos masculinos

Estes são colocados no pénis antes da relação sexual. Estes são normalmente feitos se látex e atuam ao impedir que o esperma entre na vagina (durante o sexo vaginal), ânus (durante o sexo anal) ou boca (durante o sexo oral. Estes também impedem que o fluido vaginal entre em contacto com o pénis durante o sexo vaginal. 

Por a clamídia se pode transmitir pelo contacto dos genitais, usar um preservativo não erradica por completo o risco de infeção, porém, este é reduzido drasticamente. Um estudo de 2005 concluiu que o preservativo reduz a prevalência da infeção em 90%, em pessoas com uma exposição conhecida a um(a) parceiro(a) infetado(a).* 

Este método é muitas vezes disponibilizado gratuitamente em consultas de planeamento familiar.

Pode também comprar preservativos em farmácias e supermercados.

Preservativos femininos

Estes são normalmente feitos com um material plástico flexível, conhecido como poliuretano. A mulher coloca o preservativo dentro da vagina, atuando este da mesma forma que o preservativo masculino, ao impedir que o esperma e o fluido vaginal entrem em contacto com o(a) parceiro(a). 

Mais uma vez a proteção contra a clamídia ou outras DST não é completamente garantida, porém estes são muito eficazes. Um estudo que comparou a eficácia do preservativo feminino à versão masculina, concluiu que se ambos forem usados corretamente e não ocorrerem problemas de utilização, têm um risco semelhante à exposição do esperma. **

Tal como os preservativos masculinos, os preservativos femininos podem ser obtidos em consultas de planeamento familiar, apesar de não estarem tão amplamente disponíveis como a versão masculina. 

Estes também estão disponíveis para comprar, mas podem ser ligeiramente mais caros que os preservativos masculinos.

Diques de borracha

Este tipo de contraceção de barreira consiste num pequeno lençol de borracha (látex ou poliuretano) que tem como objetivo ser usado durante o contacto oral com o ânus e a vagina. Este impede que os fluidos vaginais entrem em contacto com a boca, impedindo a transmissão de doenças. 

Estes pensam-se não ser amplamente usados e existe pouca evidência relativamente à sua eficácia em prevenir as DST. Contudo, pensa-se que estes são um bom método de proteção para pessoas que fazem sexo oral, nomeadamente para o contacto boca-vagina ou boca-ânus. Informação sobre a sua utilização pode ser encontrada no website do CDC. *** 

Os diques de borracha estão disponíveis nalgumas consultas de planeamento familiar e comercialmente.

Partilha de brinquedos sexuais

É possível que a clamídia seja transmitida pela partilha de brinquedos sexuais. Contudo, seguir certas medidas preventivas, como as seguintes, pode ajudar a reduzir a probabilidade de isto ocorrer: 

  • Não partilhar brinquedos sexuais
  • Limpar os brinquedos sexuais entre utilizações
  • Usar preservativo 

A melhor forma de limitar o risco de infeção é seguir estas medidas.

Não partilhar brinquedos sexuais

Quando duas pessoas partilham um brinquedo sexual penetrativo, existe o risco do fluido vaginal pode ser transferido de uma pessoa para a outra. Se estiverem presentes lesões no ânus ou vagina, também é possível transmitir doenças pelo sangue. 

Ter um grupo de brinquedos sexuais dedicado a apenas um parceiro sexual e utilizar outro grupo para outro parceiro, pode ajudar a reduzir (mas não a eliminar completamente) o risco da transmissão de clamídia.

Limpar os brinquedos sexuais entre utilizações

Lavar os brinquedos sexuais entre utilizações (incluindo entre utilizações por duas pessoas diferentes e entre utilizações em diferentes áreas do corpo, mesmo que na mesma pessoa) pode livrá-los de bactérias e reduzir o risco de transmissão de doenças, como a clamídia. 

As instruções fornecidas com os dispositivos normalmente informam como estes podem ser limpos em segurança. Se o brinquedo puder ser lavado, faça-o entre utilizações. 

Se o seu dispositivo não contiver instruções de limpeza, pode ter sido desenhado para uma utilização única. Se tiver dúvidas, contacte o fabricante.

Usar um preservativo

Cobrir os brinquedos sexuais com um preservativo antes da utilização e mudá-lo entre utilizações pode limitar a disseminação da infeção. Isto ajuda a garantir que o fluido vaginal ou outras secreções não entram em contacto com outra pessoa a usá-lo.

Não fazer sexo

Apesar das medidas acima poderem ajudar a reduzir o risco de transmissão da clamídia, a única forma de impedir a transmissão de outra pessoa ou impedir que transmita a doença é evitar o sexo. 

Se não tem a certeza sobre o seu estado de infeção ou do seu parceiro e não estiver disponível nenhuma forma de contraceção de barreira, é aconselhado que evite atividades sexuais que possam colocar a sua saúde em risco

Por este motivo, discutir o seu historial sexual com o seu parceiro antes de ter sexo é crucial. 

Pode ler mais sobre como a clamídia é diagnosticada e tratada na página de informação abaixo.

Página revista em:  07/12/2017