Existem dois tipos de vírus do herpes: HSV-1 e HSV-2. O primeiro é frequentemente associado ao herpes labial, enquanto o HSV-2 é geralmente a causa dos surtos genitais. 

Os sintomas do herpes são facilmente reconhecidos e a persistência da condição é bem conhecida. Apesar do vírus se tornar menos severo ao longo do tempo, uma vez contraído, não é possível a cura do herpes. O vírus permanece no sistema da pessoa para sempre, alternando entre períodos de atividade e remissão. 

Ao tratar a condição, quer seja uma ocorrência inicial ou uma reativação, o médico irá geralmente recomendar um medicamento antiviral para reduzir o risco de surto

Contudo, a melhor forma de limitar os efeitos do vírus, assim que este entrar no corpo, é evitar os fatores que possam causar uma reativação. 

Porém, que fatores são estes? Que medidas pode tomar para limitar os seus efeitos?

Stress

De forma pouco surpreendente, tal como acontece com outras condições, o stress e a ansiedade têm sido relacionados por muitos especialistas como fatores de exacerbação do herpes, sendo uma das principais causas das reativações. 

Um estudo canadiano de 1988 concluiu que os níveis de ansiedade eram geralmente mais elevados nos 16 pacientes observados no período pré-surto. Estes resultados corroboram de alguma forma os de outro estudo desenvolvido em 1999 por cientistas da Califórnia, que concluíram que níveis elevados de ansiedade eram muito mais prováveis de induzir um surto nos pacientes nas semanas seguintes.

Contudo, uma investigação desenvolvida por cientistas do Hospital de Londres em 1997, que envolveu 116 pacientes, sugeriu que se tratava mais da forma como os indivíduos lidavam com sentimentos de stress do que o stress em si, que contribuía para as recorrências. Pessoas que conseguem lidar melhor com os problemas e que se mantêm positivas, têm uma taxa de recorrência mais baixa. 

A relação entre o stress e as reativações sempre existiu, por isso, é importante que as pessoas mais suscetíveis às reativações consigam controlar eficazmente o stress e consigam manter os sintomas controlados.

Sistema imunitário enfraquecido

O sistema imunitário desempenha um papel fundamental ao manter as doenças controladas. Quando este fica comprometido, o corpo torna-se mais suscetível a vírus de todos os tipos, como o vírus da gripe. 

O herpes não é diferente. Durante períodos em que o sistema imunitário está enfraquecido, como quando o indivíduo está stressado, exausto ou em privação de sono, os surtos são mais prováveis. Isto é mais comum nas pessoas com um problema crónico, como por exemplo, com condições que suprimem as defesas do corpo, como o HIV. 

Descansar o suficiente e de forma regular é vital para as pessoas com herpes. Isto significa controlar a carga de trabalho e dormir entre 6 a 8 horas por noite.

Pessoas com imunossupressão devido a uma condição médica ou a um tipo específico de tratamento devem consultar o seu médico sobre como podem limitar o risco de reativações

Consumo de álcool

O consumo excessivo de álcool é frequentemente associado pelas pessoas com herpes a surtos recorrentes, devido à sua tendência para comprometer a função do sistema imunitário. Um estudo realizado nos Estados Unidos sobre os efeitos do consumo de álcool sugeriu que este dificulta a recuperação do corpo de infeções novas e latentes. 

Tendo isto em consideração, parece ser ainda mais crucial para aqueles mais suscetíveis aos surtos de herpes permanecer dentro dos limites razoáveis. O serviço de saúde britânico recomenda que não ultrapasse as 2-3 unidades por dia, de forma regular e que evite o álcool durante pelos menos 48 horas após um consumo excessivo.

Exposição à luz ultravioleta

Passar demasiado tempo em exposição à luz solar também está associado às recorrências do herpes. Investigações realizadas em 1994 no centro médico da Flórida estudaram a incidência de herpes labial em pacientes cuja pele foi exposta a UVB-R (ultravioleta-B resistente) e a UVB-S (ultravioleta-B suscetível). Dos pacientes expostos à UVB-R, não foi relatado um aumento dos sintomas após a exposição, porém, lesões recorrentes apresentaram-se em três quartos dos pacientes expostos à UVB-S. 

Um estudo concluiu que a utilização de aciclovir era uma forma preventiva eficaz para aqueles com HSV-2 expostos a raios UV. Na amostra teste de 36 pessoas a tomar o placebo e de 38 a tomar o tratamento, ocorreram recorrências em 13 e 3 casos, respetivamente.

Ter uma solução preparada

Apesar de não ser possível curar o herpes, é fácil controlá-lo na maioria dos casos. Manter os sintomas controlados significa estar preparado para um surto antes que este se manifeste completamente. 

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Página revista em:  26/10/2017