A pílula contracetiva combinada está disponível em Portugal desde os anos 60. Desde esta altura passou por várias alterações. Estas têm o nome de gerações e até agora, vamos na 4ª geração

A principal diferença entre estas é o tipo de progesterona usada. Apesar deste poder variar, as hormonas que mimetizam o estrogénio são menos variadas, sendo as principais o etinilestradiol e o estradiol

Pílulas de primeira geração

A primeira geração da pílula contracetiva tinha uma concentração mais elevada de estrogénio e progesterona. As versões artificiais da hormona progesterona encontradas nas pílulas de primeira geração incluíam noretinodrel, noretindrona, lynestrol e diacetato de etinodiol. 

A primeira geração da pílula estava relacionada com alguns problemas de saúde, muito devido à quantidade de hormonas usadas. As pílulas mais recentes utilizam uma dose mais baixa de ambas as hormonas. As pílulas de primeira geração já não se encontram disponíveis em Portugal.

Pílulas de segunda geração

As pílulas de segunda geração tornaram-se disponíveis nos anos 70 e tinham uma quantidade ainda mais baixa de hormonas. Estas contêm progesterona como o levonorgestrel e a noretisterona. Muitas pílulas atualmente prescritas contêm estas hormonas. As pílulas de segunda geração mais frequentemente prescritas atualmente são a Microginon, a Logynon e a Loestrin.

Pílula de terceira geração

Uma década após o lançamento das pílulas de segunda geração, apareceu a terceira geração de pílulas. Este grupo de pílulas usa progesteronas como o norgestimato, o desogestrel, o gestodeno e o acetato de ciproterona. As pílulas de terceira geração estão disponíveis sujeitas a receita médica e incluem a Cilest, a Marvelon, a Yasmin e a Diane 35 ou Dianette.

Pílulas de quarta geração

Este é o tipo mais recente de pílulas combinadas disponíveis, contendo a progesterona drospirenona. As pílulas deste grupo incluem a Zoely e a Qlaira.

Que pílula devo usar?

Existem várias marcas de pílulas disponíveis, contudo, estas contêm diferentes tipos de hormonas e podem causar diferentes efeitos secundários nas diferentes mulheres. Por este motivo, se lhe tiver sido prescrito inicialmente um tipo de pílula contracetiva que lhe causa efeitos secundários não desejados, é provável que o seu médico lhe recomende uma alternativa antes de concluir qual a melhor opção para si. Isto deve-se ao facto de ligeiras alterações às hormonas presentes poderem diminuir quaisquer efeitos secundários adversos, ao mesmo tempo que fornece níveis elevados de proteção contracetiva.

Ao longo das diferentes gerações desenvolvidas, a pílula contracetiva tem sido relacionada com o risco de desenvolver coágulos sanguíneos. Nos anos mais recentes, várias histórias dos medica têm sugerido que as novas formas da pílula contracetiva são mais perigosas que as pílulas de segunda geração.

De acordo com a Agência Reguladora de Produtos para a Saúde (MHRA) durante um ano, em média duas mulheres saudáveis em 10.000 irão desenvolver um coágulo sanguíneo. Quando existe a utilização de um contracetivo oral combinado de qualquer tipo, este número aumenta para cinco a 12 mulheres em cada 10.000. 

O historial familiar e o historial médico podem colocar as mulheres num risco mais elevado de desenvolver coágulos sanguíneos, sendo considerados ambos os fatores pelo médico prescritor antes de indicar o medicamento ao paciente. As pílulas contracetivas atualmente disponíveis foram consideradas muito seguras para utilização, pelo que as mulheres podem sentir-se confiantes relativamente à sua utilização. 

Se este artigo lhe tiver levantado alguma preocupação sobre a pílula e os seus efeitos, deve consultar o seu médico.

Página revista em:  26/10/2017