O dia 2 de novembro é o dia mundial da vitamina D, portanto, um ótimo momento para discutir seus benefícios e tirar as principais dúvidas sobre como absorvê-la para manter-se com saúde.

A vitamina D é essencial para a saúde dos ossos e dos músculos, pois, ajuda na absorção do cálcio. A maioria das pessoas, entre as idades de 4 a 64 anos, deveriam absorver vitamina D suficiente através da exposição ao sol durante o verão, durando até o inverno. As condições podem mudar de acordo com o clima. No caso de Portugal, um país com tanta exposição solar, faz sentido tomar suplementos de vitamina D? Com o uso de protetores solares, absorvemos sol o suficiente?

Segundo um estudo da Universidade de Coimbra, a pele tem sim a capacidade de absorver as quantidades de vitamina D que o organismo precisa, porém, esta absorção está associada a intensidades e durações apropriadas. Existem inúmeros fatores que influenciam a exposição solar correta, como a latitude da zona geográfica, a estação do ano, a quantidade de superfície de fato exposta ao sol, o uso de proteção solar, a pigmentação da pele, além da idade.

Por que a vitamina D é importante?

Bons níveis de vitamina D significam ossos saudáveis e menos risco de osteoporose. O cálcio e o fósforo são os principais componentes do osso. Quando temos baixos níveis de vitamina D no organismo, não somos capazes de produzir a hormona calcitriol, que é responsável pela absorção do cálcio. A vitamina D também atua no sistema imunitário. Segundo o Forum D, que em outubro de 2018 realizou um encontro em Coimbra para debater o assunto, existem diversos sintomas e doenças que, hoje em dia, pensa-se estarem relacionadas com a carência de vitamina D, assim como várias condições que podem beneficiar-se da sua absorção, como a doença renal, a epilepsia e o cancro.

Quais são os sintomas da carência de vitamina D?

Os sintomas da falta de vitamina D não são necessariamente aparentes. Estes podem levar muito tempo a manifestar-se como um problema associado a esta carência. Alguns destes sintomas são dores musculares imprecisas e difusas, falta de força e coordenação muscular, contraturas musculares e cãibras. A longo prazo, os resultados da carência de vitamina D mais comuns são a osteoporose, infeções frequentes, depressão e pequenos traumatismos ósseos pela fragilidade óssea.

Quanto sol precisaria tomar para absorver a vitamina D que preciso?


A principal indicação ainda é tomar sol de 10 a 15 minutos por dia sem proteção solar. Esta é uma indicação para o todo o ano e não somente no verão. Como esta indicação torna-se bastante difícil em muitos casos, indica-se tomar um suplemento de vitamina D.

Alguns alimentos, como peixe e a gema do ovo tem muita vitamina D, assim como laticínios e cereais o que pode ajudar na manutenção dos níveis de vitamina D no organismo, porém, não são capazes, em quantidades saudáveis, de suprir toda a necessidade do corpo.

Com a ameaça do cancro de pele, cada vez mais pessoas optam por utilizar proteção solar todo o tempo. Uma das formas de procurar tomar sol de forma saudável, é estar atento ao horário indicado para esta atividade. A Treated.com falou anteriormente sobre os níveis de exposição solar saudáveis e/ou prejudiciais para a sua saúde. Indicamos que, em Portugal, especialmente no verão, deve-se evitar o sol entre as 11h e as 15h, que é quando está no ponto mais alto do céu.

É possível obter vitamina D através do bronzeamento artificial?

Não, infelizmente não. O bronzeamento artificial é feito através de raios UVA, que penetra a superfície da pele, prejudicando suas células e as fazendo envelhecer precocemente. Os raios que fornecem a vitamina D são na verdade os UVB, somente fornecido através dos raios solares.


Dados sobre a vitamina D em Portugal

Entre os anos de 2014 e 2016, as vendas de vitamina D quintuplicaram, em 2017 dobraram, o que indica que os médicos estão cada vez mais a receitar o suplemento alimentar e, que cada vez mais, pessoas estão a optar por tomar a vitamina D mesmo sem indicação médica. De acordo com a reportagem do Público, o Serviço Nacional de Saúde (SNS) pagou, em 2017, 3,6 milhões em comparticipações de vitamina D.

Os novos dados apresentados pelo Centro Hospitalar e Universitário de Coimbra e da Faculdade de Medicina na semana passada aponta para 1/5 dos portugueses com falta de vitamina D.